Quanto custa regularizar um cosmético na ANVISA?
- Tassiana Rosa - Formuladora e CEO Dermaphyto

- há 5 dias
- 4 min de leitura
Ao planejar o lançamento de uma linha de cosméticos, é comum surgir a dúvida: quanto custa registrar um produto na ANVISA?
Na prática, nem todos os cosméticos precisam de registro. Muitos passam por um processo simplificado de notificação. Além disso, é importante separar a taxa ou serviço de regularização, as eventuais taxas governamentais e os testes necessários para comprovar a segurança ou os benefícios do produto.
Todo cosmético precisa de registro na ANVISA?
Todo cosmético precisa estar devidamente regularizado antes de ser comercializado. Porém, regularização não significa necessariamente registro.
Os produtos podem seguir dois caminhos:
Notificação de produto isento de registro
Registro sanitário
Produtos considerados de menor risco, como shampoos, sabonetes, perfumes e diversos hidratantes, geralmente seguem o processo simplificado de notificação.
Já algumas categorias de maior risco exigem registro, como protetores solares, bronzeadores, repelentes, alisantes, produtos para ondular os cabelos e géis antissépticos para as mãos.
Qual é a diferença entre Grau de Risco I e Grau de Risco II?
A classificação considera a finalidade, as alegações, a área de aplicação e os riscos relacionados ao uso do produto.
Produtos Grau de Risco I
São produtos com propriedades básicas, cuja comprovação não é inicialmente necessária e que apresentam menor risco durante o uso.
Alguns exemplos podem incluir:
Shampoo de uso geral
Condicionador
Sabonete líquido
Hidratante corporal sem alegação específica
Perfume
Body splash
Óleo corporal
Produtos Grau de Risco II
São produtos que apresentam indicações específicas, exigem cuidados especiais ou possuem características que demandam maior comprovação de segurança ou eficácia.
Alguns exemplos podem incluir:
Cosméticos infantis
Produtos anticaspa
Produtos para pele acneica
Clareadores cosméticos
Protetores solares
Repelentes
Alisantes capilares
Produtos com alegações específicas
Um produto Grau II não necessariamente exige registro. Dependendo da categoria, ele pode ser regularizado por notificação. A classificação precisa ser avaliada individualmente pela equipe técnica.
Quanto a Dermaphyto cobra pela regularização?
Na Dermaphyto, o investimento para o serviço de regularização é de:
R$ 600,00 por produto (Grau I) e R$900,00 por produto (Grau II)
Esse valor é cobrado uma única vez para cada produto regularizado.
O serviço envolve:
Avaliação do enquadramento regulatório
Classificação do produto
Conferência das informações técnicas
Conferência das alegações
Análise das informações obrigatórias do rótulo
Preparação das informações para o peticionamento
Cadastro ou protocolo no sistema aplicável
Acompanhamento do processo regulatório
A regularização é realizada considerando a fórmula, a finalidade, o modo de uso, as advertências e as alegações apresentadas pela marca.
Cada fragrância ou cor precisa de uma regularização?
Variações podem exigir tratamento regulatório individual, especialmente quando representam apresentações comerciais diferentes.
Na Dermaphyto, cada variação de cor e/ou fragrância é considerada um produto.
Por exemplo, uma linha com quatro fragrâncias de body splash será composta por quatro produtos. Portanto, o investimento regulatório será:
4 produtos × R$ 600,00 = R$ 2.400,00
Essa separação é importante para manter a identificação, a documentação e a rastreabilidade corretas de cada versão.
O valor cobrado é uma taxa da ANVISA?
O valor de R$ 600,00 corresponde ao serviço regulatório prestado pela Dermaphyto por produto junto com a Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária, conhecida como TFVS, que é um tributo federal relacionado a determinados atos realizados pela ANVISA.
Quando houver incidência de uma taxa governamental, o valor poderá variar conforme:
Tipo de peticionamento
Categoria do produto
Necessidade de notificação ou registro
Porte econômico da empresa
Código do assunto utilizado
Fato gerador relacionado ao processo
A própria ANVISA informa que a TFVS é gerada durante o peticionamento e pode variar conforme o assunto e o porte econômico da empresa.
Caso o produto exija registro, documentação complementar ou pagamento de taxa federal, esses custos serão avaliados e informados separadamente no orçamento.
Testes estão incluídos na taxa de regularização?
Não. O investimento não inclui testes laboratoriais, dermatológicos ou de eficácia.
Dependendo da categoria e das alegações do produto, podem ser necessários estudos como:
Teste dermatológico
Teste de segurança
Teste de aceitabilidade
Teste de eficácia
Teste de estabilidade
Teste de compatibilidade com a embalagem
Controle microbiológico
Estudo para comprovação de alegações específicas
Esses testes são realizados por laboratórios especializados e possuem valores e prazos próprios.
Produto Grau II sempre precisa de teste?
Por exemplo, afirmar que um produto é “hidratante” pode exigir uma avaliação diferente de afirmar que ele apresenta “hidratação por 24 horas”. Alegações como “dermatologicamente testado”, “hipoalergênico”, “anticaspa” ou “reduz a acne” precisam de suporte técnico adequado.
Por isso, as alegações do rótulo e da comunicação comercial devem ser definidas com acompanhamento profissional.
Posso produzir primeiro e regularizar depois?
O produto precisa estar regularizado antes de ser colocado no mercado.
A regularização faz parte do planejamento do lançamento e deve estar alinhada à fórmula, ao nome, à finalidade e ao rótulo aprovado.
Produzir ou comercializar cosméticos sem a regularização adequada pode resultar em:
Recolhimento do produto
Suspensão da comercialização
Autuação sanitária
Prejuízo financeiro
Danos à imagem da marca
Necessidade de corrigir ou descartar embalagens
Alterar a fórmula ou o rótulo gera um novo custo?
Depende da alteração.
Mudanças simples podem ser tratadas como atualização. Alterações mais significativas podem exigir uma nova análise ou um novo peticionamento, como:
Mudança da finalidade
Inclusão de nova alegação
Alteração relevante da fórmula
Mudança da classificação regulatória
Inclusão de fragrância ou cor
Mudança que interfira na segurança ou eficácia
Criação de uma nova apresentação comercial
Antes de modificar um produto já regularizado, é importante consultar a equipe técnica.
Quem realiza a regularização em um projeto terceirizado?
Nos projetos fabricados pela Dermaphyto, a equipe técnica conduz a análise e o processo regulatório relacionado ao produto.
Isso permite que a marca tenha suporte para definir corretamente:
Categoria do cosmético
Grau de risco
Alegações
Advertências
Modo de uso
Informações obrigatórias
Documentação necessária
Necessidade de testes
Esse acompanhamento reduz o risco de desenvolver uma embalagem ou uma comunicação que não esteja adequada à legislação.
Resumo dos principais custos
Item | Investimento | Quando se aplica |
Serviço regulatório da Dermaphyto | R$ 600,00 por produto (Grau I) R$ 600,00 por produto (Grau II) | Para cada produto que será regularizado |
Testes laboratoriais | Variável | Conforme categoria se for Grau I ou II e alegações |
Alteração regulatória | Sob avaliação | Quando houver mudança após a regularização |
Regularização é parte do investimento da marca
A regularização sanitária não deve ser vista apenas como uma taxa. Ela faz parte da construção de um produto seguro, rastreável e preparado para ser comercializado.
Antes de definir o rótulo, as promessas e a estratégia de divulgação, é importante avaliar o enquadramento regulatório do produto.
Na Dermaphyto, esse acompanhamento é realizado por uma equipe técnica que orienta a marca desde o desenvolvimento até a produção industrial e a regularização.




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