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Testes necessários para protetor solar: entenda a metodologia, os prazos e o investimento envolvido

  • Foto do escritor: Tassiana Rosa - Formuladora e CEO Dermaphyto
    Tassiana Rosa - Formuladora e CEO Dermaphyto
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Desenvolver um protetor solar exige muito mais do que formular uma base agradável ao toque. Para que o produto possa ser regularizado, rotulado corretamente e comercializado com segurança, é necessário comprovar tecnicamente a proteção declarada no rótulo.

Na prática, isso significa que alegações como FPS 30, FPS 50, proteção UVA, resistente à água, resistente ao suor ou dermatologicamente testado precisam estar sustentadas por estudos laboratoriais e/ou clínicos.

A ANVISA estabelece que o FPS declarado na rotulagem deve ser comprovado por teste, e o resultado precisa ser igual ou superior ao FPS informado no produto. O FPS mínimo aceito para protetor solar é 6.

Por que esses testes são necessários?

O protetor solar é um produto cosmético de maior responsabilidade técnica, pois sua principal função é proteger a pele contra os efeitos da radiação solar.

Por isso, antes de lançar o produto, a empresa precisa comprovar:

  1. Qual é o FPS real do produto

  2. Se existe proteção UVA adequada

  3. Se a proteção permanece após contato com água ou suor, quando essa alegação for usada

  4. Se o produto apresenta segurança dermatológica para uso na pele

  5. Se as informações do rótulo estão coerentes com os resultados dos estudos

A proteção UVA não precisa obrigatoriamente ter seu valor numérico declarado na rotulagem, mas, se for informada, o valor descrito deve ser igual ou menor que o resultado obtido no estudo de eficácia.


Principais testes para protetor solar

1. Determinação do FPS, método ISO 24444

Esse é o estudo que determina o Fator de Proteção Solar, relacionado principalmente à proteção contra radiação UVB.

O teste é realizado com voluntários, seguindo critérios definidos pelo laboratório. A metodologia avalia a Dose Mínima Eritematosa, ou seja, a quantidade mínima de radiação necessária para causar vermelhidão na pele protegida e na pele sem proteção.

Com essa comparação, é calculado o FPS do produto.

Investimento de referência: R$ 1.200,00 por produto.


2. Determinação da proteção UVA in vitro, método ISO 24443

Esse teste avalia a proteção contra radiação UVA, associada a danos mais profundos na pele, envelhecimento precoce e fotoexposição acumulada.

Na metodologia in vitro, o produto é aplicado em substrato específico, como placas de PMMA, e analisado em equipamentos de leitura de transmissão UV. O objetivo é verificar o comportamento da fórmula frente à radiação UVA.

Investimento de referência: R$ 1.000,00 por produto.


3. Resistência à água e suor, metodologia COLIPA e UVB estático

Esse estudo é necessário quando o produto pretende comunicar alegações como:

Resistente à águaMuito resistente à águaResistente à água/suorResistente à transpiração

A ANVISA permite esse tipo de alegação desde que ela seja comprovada por metodologia adequada. O manual de regularização cita, por exemplo, a possibilidade de comprovação de resistência à água conforme metodologia COLIPA, com avaliação de até 80 minutos, além de metodologias ISO aplicáveis.

No estudo, o produto é aplicado na pele dos voluntários, passa por condição controlada de imersão em água ou simulação de suor, e depois é avaliada a manutenção da proteção.

Investimento de referência: R$ 2.000,00 por produto.


4. HRIPT, avaliação de irritabilidade dérmica primária, acumulada e sensibilização

Esse estudo não mede FPS, mas é importante para comprovar segurança dermatológica.

O HRIPT avalia o potencial de irritação e sensibilização da fórmula após aplicações repetidas na pele de voluntários. É o estudo que normalmente sustenta a alegação dermatologicamente testado.

Investimento de referência: R$ 600,00 por produto.


Investimento aproximado por produto

Com base em orçamento de referência utilizado em junho de 2026, os valores unitários estimados são:

Teste

Valor aproximado

HRIPT, dermatologicamente testado

R$ 600,00

Resistência à água/suor, COLIPA e UVB estático

R$ 2.000,00

Proteção UVA in vitro, ISO 24443

R$ 1.000,00

FPS, ISO 24444

R$ 1.200,00

Total estimado por produto, com pacote completo

R$ 4.800,00

Esse seria o cenário de um produto que precisa comprovar segurança dermatológica, FPS, proteção UVA e resistência à água ou suor.


Em uma proposta com mais de um produto, o custo médio pode variar conforme o número de testes aplicáveis a cada item. Em uma referência comercial com 4 produtos, o


investimento total ficou em R$ 13.000,00, com desconto aplicado de R$ 600,00. Nesse cenário, o custo médio aproximado foi de:

R$ 13.000,00 ÷ 4 produtos = R$ 3.250,00 por produto


Esse valor médio não significa que todos os produtos fizeram exatamente os mesmos testes. Ele representa apenas uma média do pacote contratado.


Prazo médio para entrega dos relatórios

O prazo informado na proposta de referência foi de aproximadamente 50 dias para entrega dos relatórios.

Esse prazo pode variar conforme:

  1. Agenda do laboratório

  2. Necessidade de recrutamento de voluntários

  3. Tipo de estudo contratado

  4. Quantidade de produtos

  5. Correções ou ajustes técnicos solicitados

  6. Necessidade de submissão ao Comitê de Ética, quando aplicável



Conclusão

O desenvolvimento de um protetor solar exige planejamento técnico, regulatório e financeiro. Os testes de FPS, proteção UVA, resistência à água/suor e segurança dermatológica são fundamentais para garantir que o produto possa ser lançado com segurança e com alegações corretas.

Para uma marca que deseja desenvolver um protetor solar, o investimento laboratorial pode partir de aproximadamente R$ 3.250,00 a R$ 4.800,00 por produto, conforme o pacote de testes necessário.


Na Dermaphyto, avaliamos cada projeto de forma individual, considerando a fórmula, o FPS desejado, as alegações pretendidas, o público-alvo, a embalagem e o caminho regulatório mais adequado para o lançamento e este tipo de serviço que necessita acompanhamento do suporte técnico nosso, se enquadra no serviço de Private Label, classificado como Grau 2 e haverá cobrança do nosso trabalho por produto de R$3200,00.


A Taxa na Anvisa para registro Grau 2 custa R$900,00.


Então, resumindo os seus custos na etapa de desenvolvimento de produto

Serviço de desenvolvimento de fórmula e acompanhamento Dermaphyto - R$3200,00

Investimento laboratorial tercerizado para testes necessários - R$4.800,00

Taxa Anvisa Grau 2 - R$900,00

Total por produto - R$8.900,00


A etapa de Terceirização que se refere a produção em si só ocorrerá depois que o produto ter formulação definida, os testes concluídos e o registro na Anvisa Grau 2 realizado. Então, o cliente poderá se preparar para a proposta comercial com o valor unitário de cada produto, na quantidade que desejar e receberá o prazo de entrega do seu pedido.


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